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sábado, março 25, 2006

O CICLO VICIOSO DO NÃO-DESENVOLVIMENTO

POLÍTICA Y ECONOMÍA


Por que o Brasil não cresce? Porque o Brasil não estimula o crescimento. Vejamos se faz sentido:

1. Do bolso do trabalhador.

Você paga ao governo:
27,5% de Imposto de Renda (um valor de imposto cujo retorno não é visível).
11% de INSS (para uma previdência com quem, infelizmente, não vai poder contar).
Mais uma fatia grande envolvendo outros impostos, diretos ou indiretos, que pode chegar a 20, 30, ou até mesmo 40% além do que os possíveis 38,5% de desconto de IR e INSS. Enfim, uma grande fatia do seu salário.

Por fim, não há estímulo para desenvolvimento (crescimento profissional, intelectual e de produtividade), já que quase tudo o que você tentar ganhar com seu crescimento, vai ser abocanhado pelo governo.

Se não há estímulo para produtividade e desenvolvimento por parte dos indivíduos da sociedade, a sociedade não cresce. A economia não cresce. Na merda estamos, e na merda tenderemos a ficar.

E o que é pior: o regime tributário estimula a sonegação.

2. Da receita do empreendedor.

Você paga ao governo:
ICMS - 17%
IR - 27,5%
ISS - 5%
INSS Patronal: 20%
IPI - até 40%

Ou seja, uma dinheirança. E digo mais: O sistema tributário para as empresas desestimula o crescimento. É o que os analistas chamam de síndrome de Peter Pan, onde a empresa prefere se manter enquadrada numa categoria menor do que crescer e pagar mais impostos.
Se o empresário não quer se arriscar a expandir para dar mais dinheiro para o governo, compromete a produtividade, e por consequência não gera riqueza. Não gera empregos. Não há crescimento econômico. Mais uma vez, o regime tributário estimula a sonegação. E mais uma vez, na merda estamos, e na merda tenderemos a ficar.

3. Da máquina burocrática.

Eu sinceramente acredito quando se diz que o orçamento do governo é apertado. Acredito sim, sem ironias. O que não aceito é no quão necessários são os itens do orçamento do governo. Por exemplo, a maior fonte de meu furor: A Câmara dos Deputados.

Este magnífico instrumento da demagogia - digo, democracia - consome um dinheiro absurdo. E enquanto seu papel fundamental, dificilmente chega a algum lugar senão a uma arena de brigas partidárias, onde o grande perdedor é o próprio povo.
Cada deputado consome, por ano, dos cofres públicos (em outras palavras, do bolso do cidadão):

Salário: R$144.000,00
Auxílio-moradia: R$36.000,00
96 Passagens aéreas: aproximadamente R$115.200,00 (uma estimativa bastante humilde)
13º e 14º salários: R$24.000,00
Verba para despesas comprovadas: R$84.000,00
Verba para assessores: R$45.600,00
Verba de Gabinete: R$420.000,00
20 servidores contratados por gabinete: aproximadamente R$240.000,00 (uma estimativa bastante humilde)
Salário "extra" de Recesso: R$25.400,00

Valor estimado gasto por deputado ao ano: R$1.134.200,00 (um milhão cento e trinta e quatro mil e duzentos reais).

Sem contar com os gastos de infra-estrutura, que não devem ser poucos.
Enfim: cada deputado consome, mensalmente, mais de um milhão de reais para defender os interesses da panelinha! – digo, do partido – melhor, do povo.

A Câmara tem 513 deputados (considerando a resolução para 2007), o que totaliza um prejuízo anual – digo, custo anual – de R$ 581.844.600,00 – quase seiscentos milhões de reais, provenientes do dinheiro do povo.

Agora eu pergunto: será que realmente precisamos de 513 deputados? Não consigo enxergar em que uma câmara com quinhentos e treze deputados funciona melhor do que se tivesse duzentos. Nem para a representatividade democrática, e nem para a produtividade do poder legislativo.
Aliás, acredito até que a situação fica pior. Pela minha ínfima experiência de relações humanas, divergências de interesses e resultados de reuniões democráticas, quanto mais gente discutindo e divergindo, menos se chega a algum resultado, qualquer que seja ele.

Se tivéssemos uma câmara com algo em torno de 200 deputados, isto nos custaria R$226.840.000,00, economizando na ordem de trezentos e cinqüenta milhões, além de muitas discussões no plenário, sem sentido e sem objetividade. E olhe que eu sequer cogitei a idéia de se cortar as regalias! Se cortássemos o supérfluo, provavelmente chegaríamos a um valor bem abaixo de cem milhões.

Pois bem. Quem faz as leis é o Poder Legislativo. Quem controla o poder legislativo, na prática, são as cúpulas partidárias. E quem controla os partidos infelizmente não é o povo a quem eles, em tese, representam.

Agora eu pergunto: Será que alguém lá dentro tem realmente interesse em beneficiar o país, e diminuir o número de deputados da Câmara?

quarta-feira, março 15, 2006

HIPNOSE

PSICOLOGÍA Y PSICOANÁLISIS

PARTE I - UMA VISÃO GERAL

Hipnose é comumente conhecida com o ato de induzir uma ou mais pessoas a algum estado de consciência mais reduzida. Desta maneira, o indivíduo se torna mais sugestionável - isto é, mais propenso a acreditar, aceitar e agir de acordo com induções ou comandos. Ao contrário do que muitos pensam, hipnose não tem nada de misticismo ou ilusionismo. É tudo real, e plenamente explicável.

Alguns outros conceitos sobre hipnose:
Priberam: do Gr. hýpnos, sono, s. f., sono provocado artificialmente.
Wikipedia: Hipnose é um estado de perturbação em que o sujeito perde a consciência, é um estado provocado artificialmente. O sujeito conserva várias faculdades, como, percepção visual, auditiva, motricidade etc.

Pois bem. De acordo com o quão profundo seja o transe do indivíduo sob ação da hipnose, o seu estado de consciência é costumeiramente classificado como: hipnoidal, leve, médio, profundo e sonambúlico, na ordem do mais leve para o mais profundo. Estes estados se posicionam numa escala linear, que vai desde um ponto que sucede imediatamente o estado de consciência plena, até chegar ao transe profundo, onde a vigília consciente está totalmente adormecida. Quanto mais profundo o transe, mais evidentes os efeitos da hipnose.

Estados de transe mais leve, como o hipnoidal e o leve, apresentam pequenos sinais de relaxamento e sugestionabilidade. Estados mais profundos de transe já permitem acesso ao inconsciente e a muitas das capacidades que a mente humana não costuma demonstrar quando o indivíduo está em plena consciência.

Dentre os efeitos da hipnose, quando nos seus estágios mais profundos, um dos mais intrigantes é sem dúvida a capacidade de o hipnotista (pessoa na figura de quem induz a outra ao sono hipnótico) possuir, por meio dos sentidos do indivíduo em transe, acesso quase que irrestrito ao seu inconsciente. Com este acesso, torna-se possível tanto introduzir sugestões, habilidades e crenças, sem muitas barreiras, quanto extrair informações da mente de uma pessoa que, por resistência ou por incapacidade, se fazem difíceis num estado consciente.

Durante o processo de indução, o sentido do hipnotizado mais comumente utilizado pelo hipnotista é a audição. Neste caso, as mensagens são ditas literalmente como comandos de voz. Estes comandos serão assimilados diretamente pelo inconsciente do indivíduo passivo na hipnose, sem passar por sua crítica consciente. Em seguida, ou em ocasiões futuras, estes comandos serão realizados ou acreditados pela mente do hipnotizado. A este fenômeno de indução, dá se o nome de sugestão hipnótica.
Uma relação hipnotista-hipnotizado pode ser vista como uma relação temporária de domínio. Assim, também é possível que, após acordada, a pessoa não se lembre do que foi dito a ela ou feito por ela durante o transe. De igual maneira, também é possível que se lembre com detalhes. É tudo uma questão de ordená-la a se lembrar ou não, mais uma vez por meio de sugestão hipnótica.

Muitos são os benefícios que a hipnose é capaz de trazer ao ser humano. Estes benefícios vão desde a melhoria de faculdades mentais do hipnotizado - tais como capacidade de memorização, capacidade intelectual, humor, auto-controle - passando por terapias de regressão para a cura ou identificação de traumas do passado, ou até mesmo à promoção do corpo a estados nunca vistos ou conhecidos em situações de plena consciência. Tudo, é claro, através da sugestão hipnótica.

Um exemplo bem típico de um destes estados, usado por hipnotistas em apresentações sobre os "poderes da hipnose", é a chamada ponte. Consiste em primeiramente sugerir a um indivíduo - em transe profundo ou sonambúlico - que ele se transformará numa firme e indobrável barra de ferro. Depois disso, apoiá-lo entre duas cadeiras. Em uma ele fica apoiado com a nuca, e na outra com os calcanhares.

Neste exemplo da ponte, a pessoa incrivelmente não cai e nem sofre danos físicos. Nem mesmo com uma outra pessoa em pé sobre o seu abdomen. Já vi também, pessoalmente, o hipnotista quebrar um imenso bloco de granito em pequenos pedaços, sobre o tórax do "indivíduo-ponte", com um contundente golpe de marreta. Esta pessoa nada sofreu, nada sentiu, e de nada se lembrou. Só soube do ocorrido por ver marcas de sapato e pedaços de pedra sobre suas roupas.

Pois bem que, da mesma maneira que a hipnose pode trazer gigantescos benefícios, ela também pode ser uma perigosa arma. É possível se estabelecer uma relação de domínio, perversão ou até mesmo à exposição de intimidade de uma pessoa por meio da hipnose, ferindo assim a ética, o bom senso e os valores humanistas e individuais. O uso deste instrumento com má fé pode, inclusive, levar uma pessoa a cometer atos sem a sua própria autorização ou o seu próprio conhecimento.

Hipnose está no nosso dia-a-dia, no nosso cotidiano. Mesmo enquanto conscientes, estamos sendo rotineiramente bombardeados com mensagens renitentes, incisivas ou subliminares: desde anúncios publicitários, discursos políticos, conversas entre colegas de trabalho, enfim. Comunicação entre pessoas de uma maneira geral. Tudo que envolve persuasão tem uma certa ligação com a sugestão hipnótica.